quarta-feira, 8 de abril de 2020

COVID-19

   Sim, começou como um apelo numa mensagem recebida no telemóvel; era outra grafia que quase ninguém percebia! O tempo não parou! Foi-se alastrando e espalhando pelo mundo, pela humanidade ainda necessitada de reconciliação e união entre as nações e os povos, de todas as raças e línguas. Haveria de falar uma nova linguagem e criar novos hábitos.
   Ainda celebrei com o meu povo o dia de carnaval,... e o dia seguinte de cinzas!
   Tudo parecia estar normal. O nosso bispo começou por suspender todas as missas e celebrações que aglomerassem pessoas. Nunca nos passou tal pela cabeça isso existir! A missa das missas celebrada em particular, pessoalmente ou individualmente, cada sacerdote conforme lhe era possível. Então, começaram a ser transmitida online e em direto, para podermos, assim, não deixar o nosso povo privado da nossa oração, embora toda a comunidade estivesse reunida em casa e em família.
Sim, chegou o tempo de valorizar a família, sacralizar os espaços e esperar que tudo termine bem, "vai ficar tudo bem!" é o slogan! Mas, até quando?!... Ninguém sabe como esse covid-19, o vírus que alastrou a humanidade e a fez parar, imobilizar e refugiar cada um na sua residência. Até quando? Até quando? Um até já ou até amanhã! É um período de segurança e distancia social. De crise uma atrás da outra! É a quarentena! É o estado de emergência! É uma pandemia... Livra-nos Deus da fome, da peste e da guerra!

quarta-feira, 10 de maio de 2017

O Milagre de Fátima

O milagre de Fátima, é hoje,
o do perdão!
o milagre de Fátima, é amanhã,
o de cura!
sim é hoje, é amanhã, e foi ontem, o de reunião...
é sempre que participamos na "fração do pão"!
Sempre que,
"onde um ou dois
estiverem reunidos",
a celebrar a memória e a transmitir a fé,
que passa de sangue, e em sangue de vida,
de boca em boca, a esperança renasce de um povo
acalentado e saudoso da história passada,
que assim sendo afluente e tida.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Para iniciar o Santo Tempo da Quaresma



Começemos este tempo da Quaresma com sossego e tranquilidade, para que a memória não se apague em nós, de sermos criaturas de Deus, sim amadas, mas necessitadas de perdão, de purificação interior.
Já te confessaste? Já paraste um minuto para dar lugar a Deus? e aos outros? Qual a tua verdadeira relação com Deus? Como tens ocupado os teus dias? Como tens rezado? Como tens partilhado? Como tens renunciado a caprichos deste mundo? Vai ao blogue "eucontotucontinuas" e partilha, dá a tua opinião? Reza um bocadinho a Palavra de Deus! Mastiga-a, para saberes o que ela te tem a dizer para os próximos quarenta dias. Pára e escreve algo de útil,...deixa-te na minha memória para que eu também te possa oferecer em oração,... por ti, pelos teus, no trabalho, na escola, na empresa, no hospital, ou na aldeia mais isolada escondida nestas terras transmontanas. Que a todos chegue o eco da Palavra semeada,... então, na nova Páscoa brotarão frutos de mais Amor, de maior justiça e de mais paz que queres ver saciada.


                 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Manhã sublime

O sol despertava perguiçoso, sobre o chão viam-se pegadas na branca e gélida neve. Era Fevereiro, aquele dia em que tirei o casaco e irrompi pela porta de emergência e subindo umas escadas, degrau a degrau, pacificamente entrei como se fosse única vez. Tão único, sim, aquele encontro que se marcou  às sete da manhã. Louvando e bendizendo esse dia. Sim, único, mas determinado para que o ritual se tornasse sagrado, que unisse a terra e o céu! Pensava no cântico das criaturas de Francisco tão nobre e enternecido, nas palavras pronunciadas, soletradas e com ritmo do canto melodioso e místico de se eternizar aquele momento. O Oleiro, aquele Ser, que originava sementes e plantas, expremendo da terra aquela criatura mais bela, regalando-lhe o sopro de vida. Nasceu aquela manhã sublime, diferente e nova repleta de energia misteriosa, daquele ser criatura do Criador. Fragilizava-se no horizonte rasgado de ternura e compaixão, miserável do coração infindo de ser amado.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

O despontar do sol

Depois de um Domingo, era uma madrugada, e ainda o sol não despontava. Abri a porta de casa que, ainda, estava trancada. Dirigi-me ao hospital, estava tudo planeado. Acompanhando um senhor, e que senhor! Estava, também, o motorista da ambulância e uma enfermeira de cirurgia. Dirigimo-nos para o hospital de St. António do Porto. A estrada estava circulável.
 Há trinta anos fazia o mesmo percurso na mesma direção com a minha mãe. Sorriamos, estávamos juntos, a estrada tornou-se mais próxima, mas ainda tínhamos de subir e descer o Marão. Noutros tempos, o caminho era serpenteado por curvas e contra curvas, pelos vales. Há distância, nesse tempo, já se falava de um túnel, contudo provava-se que a estrada já estava a ser construída e já era um bom acesso. Agora, no dia de hoje, esperamos esse aproximar as regiões, e seguir em frente! Havia chuva... Contrariedades, obstáculos, dificuldades que nos ajudaram a crescer e tudo o que surgir será para sermos "firmes e constantes".


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A queda das estrelas

Era uma noite de trevas, raios, luz, picos de montanhas se subordinavam e cruzavam.
Havia uma missão para a personagem principal: derrotar o adversário destemido e perigoso. Fragmentos de terra e estrelas voavam pelo infinito do universo, tangível numa curiosa queda de estrelas que atraiam o planeta e as montanhas se tornavam pivôs, onde sérias responsabilidades se manipulavam e ignoravam. Eram estranhas sensações do autor que sonhava a queda das estrelas,...